Integração Aiqfome com Sistema de Restaurante: PDV, NF-e Automática e Aiqentrega
Integrar o Aiqfome ao sistema do restaurante quer dizer pedido caindo direto no PDV (sem ninguém digitar), NF-e saindo sozinha em 3 segundos, baixa de estoque por insumo, despacho de motoboy organizado e fechamento de caixa juntando todos os canais. Tudo no mesmo painel do salão e do balcão, sem o tablet do Aiqfome num canto da copa. No SisFood, a integração é oficial homologada com o Aiqfome. O artigo abaixo cobre o passo a passo do que muda na rotina, o que diferencia o Aiqfome do iFood na prática, a particularidade da pizza, a Aiqentrega e o pulo do gato pra reduzir dependência da taxa do app com o tempo.
Cidade do interior, marmitaria de bairro, segunda-feira de chuva. O Aiqfome explode no almoço, com 25 a 30 pedidos numa janela de 1h30. O atendente fica preso atrás do balcão, copiando pedido do tablet do Aiqfome pro caderno, gritando pra cozinha, atendendo cliente do salão na mesma linha. Lá pelas 13h, a fila está longa, os pedidos do app demoram 50 minutos pra sair e a avaliação do dia despenca pra 3,2 estrelas.
Esse é o cenário típico em casa que recebe Aiqfome mas não tem integração de verdade. O Aiqfome é forte fora das capitais e, em cidades médias do interior, marmitaria, lanchonete e restaurante popular operam com volume pesado pelo app. A parte mais cara de operar sem integração é o tempo gasto digitando.
Quem integra o Aiqfome direto no sistema apaga essa dor. O pedido cai na mesma fila do salão, a nota fiscal sai sozinha, o motoboy é despachado no mesmo painel e o caixa fecha o dia juntando tudo. Abaixo está como funciona na prática, o que diferencia do iFood (importa pra quem opera nos dois) e os pontos honestos onde o Aiqfome ainda tem limitação.
Como o pedido do Aiqfome entra no sistema
O cliente faz o pedido no app do Aiqfome. O sistema do restaurante busca pedido novo a cada 40 segundos e detecta o que acabou de chegar. Aparece o aviso na tela do PDV, a impressão é disparada pra cozinha (se configurado pra impressão automática) e o pedido entra na mesma fila do salão.
O atendente tem três jeitos de configurar isso:
- Aceite com clique: aparece um aviso de pedido novo, atendente confere e clica em aceitar. Bom pra casa que quer revisar antes de a cozinha começar
- Aceite automático sem imprimir: sistema aceita sozinho, pedido cai na fila, espera alguém imprimir manualmente
- Aceite automático com impressão: sistema aceita e o cupom já sai na impressora da cozinha
No Aiqfome, "aceitar" tem um detalhe específico. Quando o atendente aceita o pedido, o sistema envia pro Aiqfome a marcação de "lido", que pra plataforma é o equivalente de confirmar o pedido. Não tem a etapa separada de "estou preparando" como no iFood, então o fluxo é mais direto.
Em qualquer modo, o pedido vai pra impressora setorizada: prato quente na cozinha, bebida no bar, sobremesa na confeitaria. A separação acontece automaticamente pelo cadastro do produto.
Aiqfome, salão e balcão na mesma fila
A rotina da marmitaria de interior, da lanchonete de bairro e do restaurante popular costuma rodar com dois pontos de operação: o caixa do balcão e o tablet do Aiqfome num canto. No almoço, o atendente quica entre os dois, anota o PF do cliente que tá na frente dele e, no canto do olho, vê o tablet beepar pedido novo do app. Digita na hora ou anota pra digitar depois, quando der.
Com a integração ligada, esse vai-e-vem some. O pedido do Aiqfome aparece na tela do balcão com marca roxa pra identificar a origem e entra na fila junto do pedido do salão e do delivery próprio. A cozinha trabalha como se fosse uma operação única. Quando o atendente bate "saiu pra entrega", o Aiqfome recebe a atualização e o cliente é notificado no app, sem ninguém precisar abrir o painel da plataforma.
O que se sente na rotina:
- O tablet do Aiqfome volta a ser usado só se a internet cair (vira backup, não centro da operação)
- Pedido do app que entrou 12h05 sai junto do balcão que entrou 12h06, não fica pra trás porque o atendente esqueceu de digitar
- O erro de "PF com bife" virando "PF de frango" porque o atendente atendia outro cliente ao mesmo tempo desaparece
- A hora que o atendente gastava copiando pedido vira tempo pra ajudar a empacotar, fechar caixa ou atender quem entrou pra almoçar no salão
Ficha técnica do PF baixando estoque na hora
Marmitaria de bairro vive do controle apertado do prato do dia. Patinho subiu R$ 7 no atacado, embalagem de isopor encareceu, gás voltou a oscilar — o lucro do mês depende de saber, em tempo real, quanto custou cada PF que saiu pela porta.
Pedido do Aiqfome aceito dispara baixa de insumo pela ficha técnica do prato: 180g de patinho, 250g de batata, 200g de arroz, 150g de feijão, embalagem PP-500. Não tem contagem na mão no fim do dia nem fechamento "no olho" no domingo. Quando o fornecedor reajusta o quilo do patinho, basta atualizar o custo do insumo no cadastro e o sistema recalcula a margem do PF, do executivo, da marmita G, sem ninguém precisar abrir planilha.
Quando um insumo zera, os pratos que dependem dele ficam inativos no PDV. Acabou o frango do dia, a marmita de frango grelhado, o peito recheado e o PF de frango xadrez somem da tela do caixa antes de o cliente seguinte pedir o que não tem mais.
Limite que vale conhecer
A inativação automática acontece dentro do sistema do restaurante. No app do Aiqfome, o produto continua aparecendo até o restaurante tirar manualmente do painel do Aiqfome. A boa prática é, ao receber o alerta de estoque zerado, abrir o painel do Aiqfome e desativar o item lá também. É um passo manual a mais, e fechar essa lacuna está no roadmap.
NFC-e do pedido do app: do aceite ao XML em 3 segundos
Aiqfome cresceu em cidade média do interior, e foi nessa mesma cidade que a Receita passou a cruzar dados de marketplace com declaração da loja. Quando o relatório financeiro do Aiqfome bate R$ 90 mil no mês e a casa só declarou R$ 60 mil, a malha aponta. E isso não é cenário hipotético: a SEFAZ recebe o repasse direto da plataforma.
Com a integração ligada, o pedido aceito vira NFC-e em cerca de 3 segundos. A forma de pagamento que veio do Aiqfome (cartão, PIX, dinheiro, vale-refeição) cai no campo certo da nota, com o código fiscal correspondente. Se o cliente combina cartão no app mas paga dinheiro na entrega e o atendente ajusta no PDV, a nota sai com o pagamento real e o relatório registra a troca.
O CFOP da NFC-e segue o que estiver cadastrado no produto (5101, 5102, 5403, conforme o caso). NF-e modelo 55, quando a casa precisa gerar pra cliente PJ, pede escolha manual da operação interna/interestadual e da UF do destinatário.
Sobre a Reforma Tributária: o cClassTrib é configurado por você junto do contador no cadastro do produto. O SisFood emite NFC-e e NF-e com cancelamento, carta de correção, contingência e download de XMLs. As regras tributárias (NCM, CST, alíquotas) seguem responsabilidade do contador.
O custo escondido de operar sem isso é a noite de domingo lançando NFC-e atrasada do mês inteiro, com risco de duplicar pedido, errar valor ou simplesmente desistir de algumas notas e cair na próxima malha. Casa que automatiza esse passo deixa de gastar 4 a 8 horas de fim de semana com cadastro retroativo.
Aiqentrega ou entrega da loja: como o sistema diferencia
O Aiqfome opera em dois modelos de entrega na mesma cidade. No primeiro, o cliente pediu e a entrega é responsabilidade da loja: o motoboy próprio do restaurante leva. No segundo, a entrega é Aiqentrega, ou seja, o motoboy é da própria plataforma e a loja só prepara.
O sistema reconhece automaticamente qual é o caso. Quando é entrega da casa, o pedido vai pro app do entregador junto dos outros pedidos. O motoboy abre, vê endereço, item, valor, escaneia o QR-Code do cupom e o sistema rastreia a localização em tempo real.
Quando é Aiqentrega, o sistema marca o pedido como "entrega não responsabilidade da loja". O cupom imprime pra cozinha preparar, mas o pedido não vai pra fila do motoboy próprio. O Aiqfome envia o entregador parceiro e cuida da etapa de entrega.
Pizza no Aiqfome: a particularidade que o sistema resolve
Pizzaria que opera no Aiqfome tende a tropeçar nessa parte na primeira tentativa de integração. No Aiqfome, pizza tem uma estrutura diferente do resto: o item principal (a "pizza") vem sem o tamanho informado direto. O tamanho aparece nos itens-filho, junto com os sabores escolhidos.
Casa que tenta integrar com sistema mais cru tropeça nisso. O pedido entra como "1 pizza" sem saber se é grande, broto ou família. Aí precisa conferir o item-filho manualmente e ajustar. Em horário de pico, ninguém faz isso direito.
O SisFood é ajustado pra ler a estrutura do Aiqfome do jeito certo. O pedido de pizza chega com:
- Tamanho identificado (broto, média, grande, família)
- Sabores escolhidos (até 4 sabores se for meio a meio)
- Borda especial (quando o cliente escolhe)
- Adicionais (cebola crua, azeitona extra, sem orégano)
Tudo casado certo com o cadastro do sistema. Pizzaria que opera nos dois apps (iFood e Aiqfome) não precisa cadastrar produto duas vezes nem passar por gambiarra.
Acerto com o motoboy quando o turno termina
Em casa pequena do interior, o motoboy é o irmão, o vizinho, o cara que mora a três quadras. O acerto no fim do turno costuma ser conversa de calçada com cadernete na mão. Mesmo nesse cenário, contar pedido no papel dá margem pra confusão, esquecimento e troco perdido.
O sistema fecha o acerto sozinho. Junta as entregas que cada motoboy fez no dia (do Aiqfome, do delivery próprio, do salão se houver), soma o que cabe a ele de cada pedido, separa o que entrou em dinheiro do que entrou em cartão/PIX, e desconta o troco que ele saiu com. No final aparece um número simples: "Ele entregou 14 pedidos, fechou com R$ 198 a receber, deve descontar R$ 40 que tá com ele de troco, sobra R$ 158".
Como configurar o que o motoboy ganha por entrega:
- Repasse do frete do pedido: o motoboy fica com a taxa de entrega que o cliente pagou no app (vinculado ao valor que o Aiqfome cobrou)
- Tabela própria por zona/distância: R$ 5 zona perto (até 2 km), R$ 8 zona média (2-5 km), R$ 12 zona longe (acima de 5 km), independente do que o Aiqfome cobrou. Modo preferido em cidade média onde o motoboy quer previsibilidade
Em casa que paga por tabela própria, o motoboy sabe exatamente quanto vai levar pra casa na semana, e isso reduz turnover (que é problema sério em cidade pequena, onde se demorar pra encontrar substituto).
Fechamento de caixa em cidade média: tudo num lugar só
Dono de marmitaria que toca a casa sozinho não tem hora de ficar abrindo três painéis pra fechar o dia. Sistema do PDV, painel do Aiqfome, planilha do delivery próprio. Cada um com formato diferente, cada um exigindo conferência manual. No domingo à noite, o número certo do mês geralmente é estimativa.
Com a integração ligada, o caixa do dia vem pronto pra leitura:
- Faturamento por canal: quanto entrou no balcão, no salão, no Aiqfome, no delivery próprio
- Ticket médio de cada canal (geralmente o do app é maior que o do balcão)
- Formas de pagamento separadas: PIX, dinheiro, cartão, vale-refeição
- Os PFs e marmitas que saíram mais no dia (orienta a compra de insumo do dia seguinte)
- Quanto saiu de comissão pro Aiqfome (linha de despesa que precisa entrar na precificação)
- Desconto bancado pelo Aiqfome separado do desconto que foi a casa que deu
- Quanto cada motoboy entregou e tem a receber
O último ponto pesa em cidade do interior. O Aiqfome roda promoção pra atrair cliente novo (cupom de R$ 8 de boas-vindas, frete grátis no primeiro pedido), e o custo dessa promoção às vezes é da plataforma, às vezes vai pro repasse da loja. Casa que não separa as duas coisas acha que o ticket médio caiu, sem entender que a margem real continua a mesma. Foi o Aiqfome quem pagou o desconto pelo cliente.
Gestão no bolso: acompanhar a marmitaria de qualquer lugar
Dono de marmitaria do interior raramente fica o dia inteiro atrás do balcão. Vai ao banco, busca filho na escola, passa no fornecedor pra buscar saca de feijão. Nesses momentos, o jeito antigo de saber se o almoço tá rendendo era ligar pra atendente, e isso interrompe quem tá atendendo cliente. A resposta ainda vinha solta.
O app de gestão (Android e iOS) mostra na tela do celular, em tempo real:
- Pedidos do Aiqfome entrando ao vivo, com horário e item
- Faturamento do dia somando salão, balcão e app conforme cada pedido cai
- Alerta de estoque baixo (avisa antes do feijão acabar no meio do almoço)
- Comparativo do canal Aiqfome com o balcão e o salão (útil pra entender se a casa tá virando dependente do app)
- Produção do dia por funcionário e por motoboy
Cada papel da operação tem sua tela: atendente no PDV do tablet, motoboy no app do entregador, dono no app de gestão. Cozinha pode ter o KDS (monitor mostrando pedidos sem cupom de papel), o que ajuda a priorizar o atrasado e ver o tempo de preparo de cada PF.
Cupom dentro da sacola: o cliente que volta pelo WhatsApp
Em cidade do interior, o cliente que pediu marmita uma vez geralmente vira freguês. É a mesma família que pede toda quarta, o mesmo escritório do lado do banco que junta encomenda do almoço de quinta. O custo de aquisição via Aiqfome (15% a 25% de comissão) faz sentido pra puxar cliente novo. Pagar a mesma comissão pelo cliente que já pede há oito meses é dinheiro deixado em cima da mesa.
Junto do cupom da cozinha, o sistema imprime um recibo não fiscal que vai dentro da sacola. Esse recibo aceita uma mensagem personalizada, e é aí que mora a saída pra reduzir dependência do app no longo prazo:
Exemplo de mensagem no recibo (marmitaria)
"Da próxima vez, peça direto pelo nosso WhatsApp e ganhe 10% de desconto. A gente confirma na hora e o motoboy sai mais rápido. wa.me/55xxxxxx — ou peça pra entregar amanhã, deixamos sua marmita reservada."
Marmita de R$ 22 no Aiqfome rende, depois do desconto da comissão, cerca de R$ 17. Mesma marmita pedida pelo WhatsApp rende R$ 22 cheios, diferença de R$ 5 por pedido. Em casa que faz 60 marmitas no almoço, isso é R$ 300 a mais por dia se metade dos clientes migrar. R$ 6 mil no mês em cidade média não é número que se ignora.
O Aiqfome continua valioso pra captar o cliente novo do bairro do lado e pra absorver o pico do almoço. A jogada é tratar o app como vitrine e ir conduzindo o cliente recorrente pro WhatsApp ou cardápio próprio com o tempo. Casa que faz esse trabalho com consistência tira 25% a 40% dos pedidos do Aiqfome pro canal direto em 6 a 12 meses, sem perder presença na plataforma.
O que ainda não fazemos (honestidade pra você decidir)
Antes de fechar contrato, três pontos honestos:
- Cancelamento de pedido pelo sistema: o Aiqfome não permite cancelar pedido pela integração. Se o restaurante precisa cancelar (acabou ingrediente, problema na cozinha, fora do horário), a única forma é ligando pro suporte do Aiqfome. É uma regra deles, não do sistema.
- Sincronização de cardápio do sistema pro Aiqfome: a integração é mão única. Pedido vem do Aiqfome pro sistema. Cardápio (preço, produto novo, ativação) ainda é cadastrado nos dois lugares: restaurante mexe no painel do Aiqfome e mexe no sistema. Tem ferramentas pra ajudar a vincular código de produto, mas o ativar/inativar precisa ser manual nos dois.
- Conciliação automática do repasse Aiqfome: quem fecha o caixa por mês ainda precisa pegar o relatório financeiro do painel do Aiqfome e cruzar manualmente. A automação dessa conciliação está no roteiro.
São pontos honestos: a integração resolve a parte mais pesada (pedido entrando, fiscal, estoque, painel unificado, recibo, acerto, motoboy), e esses três acima são limites conhecidos e tratáveis na rotina.
Como começar a integração com o Aiqfome
Implantação em até 3 dias úteis quando o SisFood faz o cadastro do cardápio, ou imediato se você importar por imagem:
- Cadastro do cardápio no sistema com a ficha técnica de cada prato (1-3 horas conforme o tamanho do menu)
- Vinculação do código de produto entre o sistema e o Aiqfome (é o que liga o item do app ao prato do sistema)
- Liberação de IP no servidor: o Aiqfome exige que o restaurante libere o IP do sistema na conta do Aiqfome. O suporte do SisFood ajuda nesse passo
- Conexão: entra com o email e senha do restaurante no Aiqfome dentro do sistema
- Teste de pedido: roda 1 ou 2 pedidos pra confirmar que cai no PDV, NF-e sai certa, estoque baixa direito
- Ajuste fino: modo de aceite, mensagem do recibo, tabela do motoboy
Na primeira semana, a operação já tá rodando integrada.
Perguntas frequentes sobre integração Aiqfome
Pronto pra tirar o tablet do Aiqfome do canto?
O SisFood tem integração oficial homologada com o Aiqfome, com Aiqentrega reconhecida, pizza lida do jeito certo, NF-e em 3 segundos e fechamento de caixa juntando salão, balcão e app. Demonstração de 30 minutos aplicada ao cardápio da sua marmitaria, lanchonete ou restaurante popular.
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