Integração Aiqfome com Sistema de Restaurante: PDV, NF-e Automática e Aiqentrega

📅 Atualizado em maio de 2026 ⏱️ 12 min de leitura ✍️ Bruno Schneider

Integrar o Aiqfome ao sistema do restaurante quer dizer pedido caindo direto no PDV (sem ninguém digitar), NF-e saindo sozinha em 3 segundos, baixa de estoque por insumo, despacho de motoboy organizado e fechamento de caixa juntando todos os canais. Tudo no mesmo painel do salão e do balcão, sem o tablet do Aiqfome num canto da copa. No SisFood, a integração é oficial homologada com o Aiqfome. O artigo abaixo cobre o passo a passo do que muda na rotina, o que diferencia o Aiqfome do iFood na prática, a particularidade da pizza, a Aiqentrega e o pulo do gato pra reduzir dependência da taxa do app com o tempo.

Cidade do interior, marmitaria de bairro, segunda-feira de chuva. O Aiqfome explode no almoço, com 25 a 30 pedidos numa janela de 1h30. O atendente fica preso atrás do balcão, copiando pedido do tablet do Aiqfome pro caderno, gritando pra cozinha, atendendo cliente do salão na mesma linha. Lá pelas 13h, a fila está longa, os pedidos do app demoram 50 minutos pra sair e a avaliação do dia despenca pra 3,2 estrelas.

Esse é o cenário típico em casa que recebe Aiqfome mas não tem integração de verdade. O Aiqfome é forte fora das capitais e, em cidades médias do interior, marmitaria, lanchonete e restaurante popular operam com volume pesado pelo app. A parte mais cara de operar sem integração é o tempo gasto digitando.

Quem integra o Aiqfome direto no sistema apaga essa dor. O pedido cai na mesma fila do salão, a nota fiscal sai sozinha, o motoboy é despachado no mesmo painel e o caixa fecha o dia juntando tudo. Abaixo está como funciona na prática, o que diferencia do iFood (importa pra quem opera nos dois) e os pontos honestos onde o Aiqfome ainda tem limitação.

Como o pedido do Aiqfome entra no sistema

O cliente faz o pedido no app do Aiqfome. O sistema do restaurante busca pedido novo a cada 40 segundos e detecta o que acabou de chegar. Aparece o aviso na tela do PDV, a impressão é disparada pra cozinha (se configurado pra impressão automática) e o pedido entra na mesma fila do salão.

O atendente tem três jeitos de configurar isso:

No Aiqfome, "aceitar" tem um detalhe específico. Quando o atendente aceita o pedido, o sistema envia pro Aiqfome a marcação de "lido", que pra plataforma é o equivalente de confirmar o pedido. Não tem a etapa separada de "estou preparando" como no iFood, então o fluxo é mais direto.

Em qualquer modo, o pedido vai pra impressora setorizada: prato quente na cozinha, bebida no bar, sobremesa na confeitaria. A separação acontece automaticamente pelo cadastro do produto.

Aiqfome, salão e balcão na mesma fila

A rotina da marmitaria de interior, da lanchonete de bairro e do restaurante popular costuma rodar com dois pontos de operação: o caixa do balcão e o tablet do Aiqfome num canto. No almoço, o atendente quica entre os dois, anota o PF do cliente que tá na frente dele e, no canto do olho, vê o tablet beepar pedido novo do app. Digita na hora ou anota pra digitar depois, quando der.

Com a integração ligada, esse vai-e-vem some. O pedido do Aiqfome aparece na tela do balcão com marca roxa pra identificar a origem e entra na fila junto do pedido do salão e do delivery próprio. A cozinha trabalha como se fosse uma operação única. Quando o atendente bate "saiu pra entrega", o Aiqfome recebe a atualização e o cliente é notificado no app, sem ninguém precisar abrir o painel da plataforma.

O que se sente na rotina:

Ficha técnica do PF baixando estoque na hora

Marmitaria de bairro vive do controle apertado do prato do dia. Patinho subiu R$ 7 no atacado, embalagem de isopor encareceu, gás voltou a oscilar — o lucro do mês depende de saber, em tempo real, quanto custou cada PF que saiu pela porta.

Pedido do Aiqfome aceito dispara baixa de insumo pela ficha técnica do prato: 180g de patinho, 250g de batata, 200g de arroz, 150g de feijão, embalagem PP-500. Não tem contagem na mão no fim do dia nem fechamento "no olho" no domingo. Quando o fornecedor reajusta o quilo do patinho, basta atualizar o custo do insumo no cadastro e o sistema recalcula a margem do PF, do executivo, da marmita G, sem ninguém precisar abrir planilha.

Quando um insumo zera, os pratos que dependem dele ficam inativos no PDV. Acabou o frango do dia, a marmita de frango grelhado, o peito recheado e o PF de frango xadrez somem da tela do caixa antes de o cliente seguinte pedir o que não tem mais.

Limite que vale conhecer

A inativação automática acontece dentro do sistema do restaurante. No app do Aiqfome, o produto continua aparecendo até o restaurante tirar manualmente do painel do Aiqfome. A boa prática é, ao receber o alerta de estoque zerado, abrir o painel do Aiqfome e desativar o item lá também. É um passo manual a mais, e fechar essa lacuna está no roadmap.

NFC-e do pedido do app: do aceite ao XML em 3 segundos

Aiqfome cresceu em cidade média do interior, e foi nessa mesma cidade que a Receita passou a cruzar dados de marketplace com declaração da loja. Quando o relatório financeiro do Aiqfome bate R$ 90 mil no mês e a casa só declarou R$ 60 mil, a malha aponta. E isso não é cenário hipotético: a SEFAZ recebe o repasse direto da plataforma.

Com a integração ligada, o pedido aceito vira NFC-e em cerca de 3 segundos. A forma de pagamento que veio do Aiqfome (cartão, PIX, dinheiro, vale-refeição) cai no campo certo da nota, com o código fiscal correspondente. Se o cliente combina cartão no app mas paga dinheiro na entrega e o atendente ajusta no PDV, a nota sai com o pagamento real e o relatório registra a troca.

O CFOP da NFC-e segue o que estiver cadastrado no produto (5101, 5102, 5403, conforme o caso). NF-e modelo 55, quando a casa precisa gerar pra cliente PJ, pede escolha manual da operação interna/interestadual e da UF do destinatário.

Sobre a Reforma Tributária: o cClassTrib é configurado por você junto do contador no cadastro do produto. O SisFood emite NFC-e e NF-e com cancelamento, carta de correção, contingência e download de XMLs. As regras tributárias (NCM, CST, alíquotas) seguem responsabilidade do contador.

O custo escondido de operar sem isso é a noite de domingo lançando NFC-e atrasada do mês inteiro, com risco de duplicar pedido, errar valor ou simplesmente desistir de algumas notas e cair na próxima malha. Casa que automatiza esse passo deixa de gastar 4 a 8 horas de fim de semana com cadastro retroativo.

Aiqentrega ou entrega da loja: como o sistema diferencia

O Aiqfome opera em dois modelos de entrega na mesma cidade. No primeiro, o cliente pediu e a entrega é responsabilidade da loja: o motoboy próprio do restaurante leva. No segundo, a entrega é Aiqentrega, ou seja, o motoboy é da própria plataforma e a loja só prepara.

O sistema reconhece automaticamente qual é o caso. Quando é entrega da casa, o pedido vai pro app do entregador junto dos outros pedidos. O motoboy abre, vê endereço, item, valor, escaneia o QR-Code do cupom e o sistema rastreia a localização em tempo real.

Quando é Aiqentrega, o sistema marca o pedido como "entrega não responsabilidade da loja". O cupom imprime pra cozinha preparar, mas o pedido não vai pra fila do motoboy próprio. O Aiqfome envia o entregador parceiro e cuida da etapa de entrega.

Pizza no Aiqfome: a particularidade que o sistema resolve

Pizzaria que opera no Aiqfome tende a tropeçar nessa parte na primeira tentativa de integração. No Aiqfome, pizza tem uma estrutura diferente do resto: o item principal (a "pizza") vem sem o tamanho informado direto. O tamanho aparece nos itens-filho, junto com os sabores escolhidos.

Casa que tenta integrar com sistema mais cru tropeça nisso. O pedido entra como "1 pizza" sem saber se é grande, broto ou família. Aí precisa conferir o item-filho manualmente e ajustar. Em horário de pico, ninguém faz isso direito.

O SisFood é ajustado pra ler a estrutura do Aiqfome do jeito certo. O pedido de pizza chega com:

Tudo casado certo com o cadastro do sistema. Pizzaria que opera nos dois apps (iFood e Aiqfome) não precisa cadastrar produto duas vezes nem passar por gambiarra.

Acerto com o motoboy quando o turno termina

Em casa pequena do interior, o motoboy é o irmão, o vizinho, o cara que mora a três quadras. O acerto no fim do turno costuma ser conversa de calçada com cadernete na mão. Mesmo nesse cenário, contar pedido no papel dá margem pra confusão, esquecimento e troco perdido.

O sistema fecha o acerto sozinho. Junta as entregas que cada motoboy fez no dia (do Aiqfome, do delivery próprio, do salão se houver), soma o que cabe a ele de cada pedido, separa o que entrou em dinheiro do que entrou em cartão/PIX, e desconta o troco que ele saiu com. No final aparece um número simples: "Ele entregou 14 pedidos, fechou com R$ 198 a receber, deve descontar R$ 40 que tá com ele de troco, sobra R$ 158".

Como configurar o que o motoboy ganha por entrega:

Em casa que paga por tabela própria, o motoboy sabe exatamente quanto vai levar pra casa na semana, e isso reduz turnover (que é problema sério em cidade pequena, onde se demorar pra encontrar substituto).

Fechamento de caixa em cidade média: tudo num lugar só

Dono de marmitaria que toca a casa sozinho não tem hora de ficar abrindo três painéis pra fechar o dia. Sistema do PDV, painel do Aiqfome, planilha do delivery próprio. Cada um com formato diferente, cada um exigindo conferência manual. No domingo à noite, o número certo do mês geralmente é estimativa.

Com a integração ligada, o caixa do dia vem pronto pra leitura:

O último ponto pesa em cidade do interior. O Aiqfome roda promoção pra atrair cliente novo (cupom de R$ 8 de boas-vindas, frete grátis no primeiro pedido), e o custo dessa promoção às vezes é da plataforma, às vezes vai pro repasse da loja. Casa que não separa as duas coisas acha que o ticket médio caiu, sem entender que a margem real continua a mesma. Foi o Aiqfome quem pagou o desconto pelo cliente.

Gestão no bolso: acompanhar a marmitaria de qualquer lugar

Dono de marmitaria do interior raramente fica o dia inteiro atrás do balcão. Vai ao banco, busca filho na escola, passa no fornecedor pra buscar saca de feijão. Nesses momentos, o jeito antigo de saber se o almoço tá rendendo era ligar pra atendente, e isso interrompe quem tá atendendo cliente. A resposta ainda vinha solta.

O app de gestão (Android e iOS) mostra na tela do celular, em tempo real:

Cada papel da operação tem sua tela: atendente no PDV do tablet, motoboy no app do entregador, dono no app de gestão. Cozinha pode ter o KDS (monitor mostrando pedidos sem cupom de papel), o que ajuda a priorizar o atrasado e ver o tempo de preparo de cada PF.

Cupom dentro da sacola: o cliente que volta pelo WhatsApp

Em cidade do interior, o cliente que pediu marmita uma vez geralmente vira freguês. É a mesma família que pede toda quarta, o mesmo escritório do lado do banco que junta encomenda do almoço de quinta. O custo de aquisição via Aiqfome (15% a 25% de comissão) faz sentido pra puxar cliente novo. Pagar a mesma comissão pelo cliente que já pede há oito meses é dinheiro deixado em cima da mesa.

Junto do cupom da cozinha, o sistema imprime um recibo não fiscal que vai dentro da sacola. Esse recibo aceita uma mensagem personalizada, e é aí que mora a saída pra reduzir dependência do app no longo prazo:

Exemplo de mensagem no recibo (marmitaria)

"Da próxima vez, peça direto pelo nosso WhatsApp e ganhe 10% de desconto. A gente confirma na hora e o motoboy sai mais rápido. wa.me/55xxxxxx — ou peça pra entregar amanhã, deixamos sua marmita reservada."

Marmita de R$ 22 no Aiqfome rende, depois do desconto da comissão, cerca de R$ 17. Mesma marmita pedida pelo WhatsApp rende R$ 22 cheios, diferença de R$ 5 por pedido. Em casa que faz 60 marmitas no almoço, isso é R$ 300 a mais por dia se metade dos clientes migrar. R$ 6 mil no mês em cidade média não é número que se ignora.

O Aiqfome continua valioso pra captar o cliente novo do bairro do lado e pra absorver o pico do almoço. A jogada é tratar o app como vitrine e ir conduzindo o cliente recorrente pro WhatsApp ou cardápio próprio com o tempo. Casa que faz esse trabalho com consistência tira 25% a 40% dos pedidos do Aiqfome pro canal direto em 6 a 12 meses, sem perder presença na plataforma.

O que ainda não fazemos (honestidade pra você decidir)

Antes de fechar contrato, três pontos honestos:

São pontos honestos: a integração resolve a parte mais pesada (pedido entrando, fiscal, estoque, painel unificado, recibo, acerto, motoboy), e esses três acima são limites conhecidos e tratáveis na rotina.

Como começar a integração com o Aiqfome

Implantação em até 3 dias úteis quando o SisFood faz o cadastro do cardápio, ou imediato se você importar por imagem:

  1. Cadastro do cardápio no sistema com a ficha técnica de cada prato (1-3 horas conforme o tamanho do menu)
  2. Vinculação do código de produto entre o sistema e o Aiqfome (é o que liga o item do app ao prato do sistema)
  3. Liberação de IP no servidor: o Aiqfome exige que o restaurante libere o IP do sistema na conta do Aiqfome. O suporte do SisFood ajuda nesse passo
  4. Conexão: entra com o email e senha do restaurante no Aiqfome dentro do sistema
  5. Teste de pedido: roda 1 ou 2 pedidos pra confirmar que cai no PDV, NF-e sai certa, estoque baixa direito
  6. Ajuste fino: modo de aceite, mensagem do recibo, tabela do motoboy

Na primeira semana, a operação já tá rodando integrada.

Perguntas frequentes sobre integração Aiqfome

Aiqfome vale a pena pra marmitaria de cidade pequena?
Vale, sim, e geralmente mais do que iFood ou 99Food em cidade abaixo de 200 mil habitantes. O Aiqfome cresceu apostando justamente nesse mercado: bairro popular, almoço executivo de bancário, encomenda de marmita por escritório. A comissão é parecida (15% a 25%), mas o público que pede no Aiqfome tende a ser o cliente local recorrente, não o turista de passagem. Pra marmitaria que quer puxar cliente novo do mesmo CEP, o retorno é direto.
Posso desligar o tablet do Aiqfome com a integração rodando?
Pode. Depois que a integração tá rodando estável (uns 7-10 dias), o tablet do Aiqfome serve só como plano B: se a internet do estabelecimento cair, o atendente abre o tablet pra ver o pedido vindo do app. Fora isso, fica desligado num canto. O PDV vira o centro da operação e o tablet do Aiqfome volta a ser usado só em emergência.
Em quanto tempo o pedido do Aiqfome aparece na cozinha?
Entre 40 e 60 segundos depois do cliente confirmar no app. O sistema busca pedido novo no Aiqfome a cada 40 segundos. Com aceite automático e impressão direta, o cupom já está na chapa antes de o atendente terminar o pedido anterior do salão. Em pico do almoço, isso é diferença direta no tempo de saída.
Sem internet, o pedido do Aiqfome chega?
A comunicação com o Aiqfome depende de internet — sem ela, o sistema não recebe pedido novo do app. Mas a operação interna do restaurante segue: o PDV continua atendendo balcão e salão, o cupom já impresso é executado pela cozinha e o caixa fecha venda local normalmente. Quando a internet volta, os pedidos que ficaram presos no Aiqfome durante a queda entram em fila e são processados em sequência.
Aiqfome exige liberação de IP. Como isso é resolvido no setup?
O Aiqfome exige que o servidor do sistema tenha endereço IP fixo conhecido pra autorizar a comunicação. É uma camada extra de segurança da plataforma. O suporte do SisFood cuida desse passo no setup inicial, sem trabalho técnico do dono. Acontece uma vez só, no início, e depois fica rodando.
Aiqfome e iFood operando juntos na mesma casa: funciona?
Funciona, e é a configuração mais comum em cidade do interior que tem os dois apps. O painel do sistema agrupa pedidos do Aiqfome (cor roxa) e do iFood (cor vermelha) na mesma fila, lado a lado, sem trocar de tela. A cozinha trabalha como se fosse um operacional só. O Aiqfome costuma pegar o público local recorrente; o iFood pega o de passagem. Trabalhar nos dois cobre boa parte do delivery da cidade.
A integração tem custo separado da assinatura?
Não. A integração técnica vem dentro do plano do sistema, sem cobrança extra do lado do SisFood nem do lado do Aiqfome. O que continua sendo a despesa é a comissão do Aiqfome sobre cada pedido (entre 15% e 25%, conforme o plano que a loja fechou com o app). A integração não muda essa comissão — ela só tira o trabalho operacional de digitar pedido e emitir nota.
Rede com mais de uma unidade no Aiqfome: como integra?
Cada unidade no Aiqfome tem conta separada. A integração é feita unidade por unidade: cada loja recebe os pedidos dela no seu PDV. O painel de gestão multi-loja do SisFood consolida o resultado das unidades num lugar só (faturamento, ticket médio, motoboy por loja), mas a conexão técnica com o Aiqfome é individual.

Pronto pra tirar o tablet do Aiqfome do canto?

O SisFood tem integração oficial homologada com o Aiqfome, com Aiqentrega reconhecida, pizza lida do jeito certo, NF-e em 3 segundos e fechamento de caixa juntando salão, balcão e app. Demonstração de 30 minutos aplicada ao cardápio da sua marmitaria, lanchonete ou restaurante popular.

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